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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Serra Pelada – A Lenda da Montanha de Ouro é o grande vencedor do Fica 2013

Serra Pelada – A Lenda da Montanha de Ouro é o grande vencedor do Fica 2013

123Reportagem: Adele Lazarin e Jordânia Bispo
Fotos: Olívia Proença e Flávio Isaac

O Fica 2013 realizou na noite deste sábado, 6, a cerimônia de premiação dos filmes da Mostra Competitiva Oficial e da Mostra ABD Cine Goiás. O evento teve início às 19 horas no Cinemão e contou com a presença de autoridades na área de cinema, de meio ambiente e do Estado.
O grande filme vencedor do Fica 2013 foi Serra Pelada – A Lenda da Montanha de Ouro, do brasileiro Victor Lopes. O filme foi escolhido como melhor produção devido à excelência de pesquisa e utilização do material documental, pela qualidade das entrevistas, contribuindo para o resgate dos momentos marcantes do Brasil recente e do desenvolvimento socioambiental da Amazônia. O prêmio foi entregue pelo cineasta Fernando Meirelles.
Serra Pelada – A Lenda da Montanha de Ouro também foi eleito melhor filme por júri popular. Ortobello – Primo concorso di bellezza per orti, dos diretores italianos Marco Landini e Gianluca Marcon, foi escolhido pela imprensa especializada. O prêmio de melhor produção goiana ficou com Dona Romana e o Grande Eixo da Terra, de Paulo Rezende.
Os destaques deste ano da Mostra ABD Cine Goiás foram os curtas-metragens O que aprendi com meu pai, de Getúlio Ribeiro, e Atrás da História (ou No Coração do Filme), de Jarleo Barbosa, que receberam três prêmios cada. O curta Bilhete, de Matheus Leandro Amorim, e o documentário Gustav Ritter – Uma arte, uma vida, de Ângelo Lima também se sobressaíram, com duas premiações cada filme.
Neste ano, o júri da Mostra Competitiva premiou nove produções cinematográficas com prêmios que totalizaram R$ 210 mil. Este ano foram 488 filmes inscritos e 25 produções selecionadas. Participaram do Festival representantes de 13 países: Brasil (15 produções); Itália (duas produções); Estados Unidos, Espanha, França, Alemanha, Noruega e Israel com uma produção cada; assim como duas obras coproduzidas por Eslováquia/República Tcheca e França/Bélgica/Alemanha.
Já a Mostra ABD Cine Goiás distribuiu 13 troféus às melhores produções goianas, somando R$ 120 mil em prêmios. Integraram a Mostra 12 títulos de diferentes épocas, durações e gêneros, sendo quatro documentários, três ficções, três animações e dois trabalhos experimentais. O júri de premiação foi composto pelos cineastas Juliana Rojas, Guilherme Vaz e Helena Ignez.
Durante a cerimônia de premiação, o presidente da ABD-GO, Carlos Cipriano, se mostrou bastante satisfeito com a organização do Fica 2013. “Nunca existiu um Fica que deixasse a ABD tão feliz. Nunca houve um ano em que os cineastas fossem tão respeitados”, discursou.
           
Confira os filmes vencedores da Mostra Competitiva do Fica 2013
Melhor produção goiana: Dona Romana e o Grande Eixo da Terra
Diretor: Paulo Rezende

Melhor série ambiental para TV: Expedition Grand Rift
Diretores: Geoffroy de La Tullaye e Loic de La Tullaye
País: França

Melhor curta-metragem: A Galinha que Burlou o Sistema
Diretor: Quico Meirelles
Pais: Brasil

Melhor média-metragem: Frente a grande qualidade dos medias apresentados, o júri decidiu premiar igualmente dois filmes:
I Morti di Alos
Diretor: Daniele Atzeni
País: Itália
Wind of Change
Diretor: Julia Dahr
País: Noruega

Melhor longa-metragem: Zevel Tov
Diretores: Ada Aushpiz, Shosh Shiam
País: Israel

Menção honrosa: Ortobello – Primo concorso di bellezza per orti
Diretores: Marco Landini e Gianluca Marcon
País: Itália

Menção honrosa: Louceiras
Diretor: Tatiana Tofolli
País: Brasil

Grande Prêmio Cora Coralina para a Melhor Obra: Serra Pelada – A Lenda da Montanha de Ouro
Diretor: Victor Lopes
País: Brasil

Confira os filmes vencedores da Mostra ABD Cine Goiás

Melhor direção de fotografia
Ângelo Lima, por Gustav Ritter – Uma arte, uma vida

Melhor direção de arte
Matheus Leandro Amorim, por Bilhete

Melhor montagem/edição
Larry Sulivan, por O que aprendi com meu pai

Melhor roteiro
Jarleo Barbosa, por Atrás da História (ou No Coração do Filme)

Melhor trilha sonora original
Dênio de Paula, por Faroeste, um autêntico western

Melhor som
Thais Oliveira, por Atrás da História (ou No Coração do Filme)

Melhor ator
Rafael Vinícius e Rainan Pires, por Bilhete

Melhor atriz
Salma Jô, por Atrás da História (ou No Coração do Filme)

Prêmio Beto Leão para o melhor filme de ficção
O que aprendi com meu pai, de Getúlio Ribeiro

Prêmio Eduardo Benfica para o melhor filme documentário
Gustav Ritter – Uma arte, uma vida, de Ângelo Lima

Prêmio Fifi Cunha de melhor filme de animação
A vida não vive, de Amarildo Pessoa e Katia Jacarandá

Prêmio Martins Muniz de melhor filme experimental
Itauçu, do Grupo Empreza

Melhor direção
Getúlio Ribeiro, por O que aprendi com meu pai

Cerimonia de Premiacao_foto Flavio Isaac (12)Cerimonia de Premiacao_foto Flavio Isaac (16)Cerimonia de Premiacao_foto Flavio Isaac (290)Cerimonia de Premiacao_foto Flavio Isaac (338)Cerimonia de Premiacao_foto Flavio Isaac (341)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Cinema Nacional


"Tropa de Elite 2" torna-se o filme mais visto do cinema nacional

Longa de José Padilha ultrapassa número de espectadores de "Dona Flor e Seus Dois Maridos"

iG São Paulo | 08/12/2010 12:38 - Atualizada às 17:49

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"Tropa de Elite 2" tornou-se hoje o filme brasileiro mais visto na história do país. Com as exibições até a noite de terça-feira, o longa de José Padilha alcançou 10,736,995 milhões de espectadores.
O recorde anterior pertencia ao filme "Dona Flor e Seus Dois Maridos", dirigido por Bruno Barreto em 1976, que contava com 10,735,525 milhões de espectadores.
Já "A Dama do Lotação", dirigido por Neville de Almeida em 1978, levou 6,5 milhões de pessoas aos cinemas (é o terceiro colocado em número de espectadores).
Em comunicado oficial, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, comemorou o resultado. "Isso se deve ao mérito do trabalho do diretor, roteiristas, atores e todos os realizadores", disse. "Parabéns ao cinema brasileiro!"
"Tropa de elite 2" está há nove semanas em cartaz e, atualmente, é exibido em 331 salas.
Retomada
Que "Tropa de Elite 2" era o maior fenômeno do cinema brasileiro após a chamada retomada não havia dúvidas. Em 27 de outubro, atingiu a marca de 6,3 milhões de espectadores, batendo o até então campeão "Se Eu Fosse Você 2", de 2009.
A retomada é como se convencionou chamar o periodo pós-1995, com o filme "Carlota Joaquina", de Carla Camurati.
Essa divisão existe por causa do baque sofrido pelo cinema brasileiro em 1990, quando o governo do presidente Fernando Collor de Mello, por meio do Programa Nacional de Desestatização (PND), extinguiu a Embrafilme, empresa estatal criada em 1969 com a missão de fomentar a produção e distribuição de filmes brasileiros - atual papel da Ancine.
Por um breve período o cinema nacional praticamente deixou de existir. A mudança teve início com a criação da Lei do Audiovisual em 1993, e convencionou apontar o lançamento em 1995 do longa-metragem "Carlota Joaquina - Princesa do Brazil", de Carla Camurati como a retomada do cinema brasileiro.
Além desse momento de ruptura, outros fatores tornam complexas as comparações entre os sucessos de "Tropa de Elite 2" e "Dona Flor e Seus Dois Maridos", sendo uma delas a situação dos cinemas do país. Enquanto em 1976 o Brasil contava com 3.161 salas de exibição bem distribuídas, hoje esse número é de 2.110 - em sua maioria concentradas na região Sudeste, em áreas de renda mais alta das grandes cidades, como os shopping centers.
Fenômeno
"Tropa de Elite 2" já havia surpreendido em seu primeiro fim de semana, período em que superou as estreias no Brasil de blockbusters norte-americanos como "Homem-Aranha" e "A Era do Gelo 3", o que ocasionou o aumento imediato de suas salas de exibição, que pularam de 661 para 703 - e posteriormente alcançaram aproximadas 739.
Somado ao sucesso do filme espírita "Nosso Lar", "Tropa de Elite 2" colocou as produções nacionais em mais da metade das salas de cinemas do país, em outrubro - fato inédito que, como havia comentado Paulo Sérgio Almeida, diretor do portal Filme B, em entrevista ao iG, torna-se mais surpreendente pela censura do filme, que é de 16 anos.
Essa é a última grande conquista de "Tropa 2" em terras brasileiras. Agora resta esperar pela carreira internacional do longa-metragem, que como já adiantou ao iG James D´Arcy, produtor executivo do filme, deve estrear no exterior ainda no primeiro semestre de 2011.
"Estamos montando a apresentação do 'Tropa 2' em festivais, pois isso pode influenciar no valor e na recepção do filme em alguns países. Nos Estados Unidos, por exemplo, o primeiro 'Tropa de Elite' tinha um preço de negociação antes do Festival de Berlim - depois que ganhou o prêmio, esse preço mudou", explicou.