terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Um cassoulet com sotaque nordestino


Um cassoulet com sotaque nordestino

Receita substitui o clássico feijão branco por favas, muito usadas na culinária sertaneja

17/11/2010 13:17
  • Mudar o tamanho da letra:
  • A+
  • A-

Foto: Bruno Zanardo/Fotoarena
Cassoulet sertanejo: feito com favas, farinha de mandioca e manteiga de garrafa
O cassoulet está entre as receitas francesas mais tradicionais. Encorpado e substancioso, é típico da região do Languedoc, no dul da França, e leva um bocado de ingredientes: feijão branco, confit de pato, salsichas, linguiça, carne de porco e temperos como louro, cravo, salsão, tomilho, cebola, e, ainda cenoura, tomate e farinha de rosca para engrossar o caldo. É tradicionalmente feito numa caçarola de barro, a cassole, da qual deriva o nome.
O chef francês Julien Mercier desafiou as tradições de sua terra ao preparar uma versão sertaneja do cassoulet. Foi em uma das aulas do evento Casa Boa Mesa, que ocorre até 30 de novembro no Jockey Club de São Paulo. Mercier é natural de Saint Etienne, interior da França. Fez a renomada escola de culinária Savoie-Léman, em Thonon-les-Bains, e trabalhou em restaurantes franceses de destaque como o La Pyramide. Sua receita abrasileirada de cassoulet nasceu da amizade e parceria profissional com o chef Rodrigo Oliveira, do paulistano Mocotó. Foi desenvolvida durante o primeiro trabalho conjunto que Mercier fez com Rodrigo, um festival a quatro mãos chamado “O Encontro de Napoleão com Lampião”.

“A regra era fazer pratos franceses, mas só com os produtos que estivessem disponíveis no Mocotó, uma casa tipicamente nordestina”, contou Mercier. Assim, nasceu esse cassoulet arretado, que substitui o típico feijão branco da receita pelas favas, muito usadas na culinária sertaneja. E leva ainda farinha de mandioca (vinda do Acre) no lugar da de rosca. “Tenho que confessar que a farinha de mandioca dá uma crocância natural e ainda melhor ao prato que a de rosca”, disse. As carnes são douradas na manteiga de garrafa, o que completa o sotaque nordestino do prato.
Comendo o nosso cozido mais típico, a feijoada, Mercier teve a ideia de incluir na hora de servir raspas de laranja, em vez das rodelas, para conferir acidez. E, para tornar a receita mais “quente” e tropical, um acompanhamento fundamental na mesa brasileira: uma pimentinha, de bode ou murupi.
Cassoulet sertanejo
Receita do chef Julien Mercier, do Caesar Park Hotel 
Rendimento: 6 porções
Ingredientes 
300g de favas
2 cenouras médias cortadas em quatro partes
1 cebola média com dois cravos espetados
2 dentes de alho inteiros, com a casca
1 talo de salsão
Tomilho e louro a gosto
300g de barriga de porco ou toucinho em peça inteira
6 tomates maduros picados, sem pele e sem semente
1 colher (sopa) de purê de tomate
1 dente de alho picado
4 cebolas médias picadas
2 colheres (sopa) de manteiga de garrafa
300g de carne de pato confitado
400g de coxa de pato confitado
300g de linguiça de pato com foie gras
1 colher (chá) de sal
250g de pele de pato
200g de farinha de mandioca
Pimenta-do-reino a gosto
Casca de laranja ralada
Modo de preparo
1. Na véspera, deixe as favas de molho em água fria. No dia seguinte, coloque-as em uma panela com água e ferva (este processo tem por objetivo eliminar impurezas). Joque fora essa primeira água da fervura.
2. Cubra as favas de novo com água fria e adicione as cenouras, a cebola, os dois dentes de alho com casca, salsão, tomilho, louro e barriga de porco (ou toucinho inteiro).
3. Deixe cozinhar no fogo baixo até as favas ficarem macias.
4. Enquanto a fava cozinha, prepare um refogado com os tomates picados, o purê de tomate, o dente de alho restante e as cebolas picadas. Reserve.
5. Tire as favas do cozido e descarte os legumes. Reserve o caldo. Seque bem a barriga/toucinho e corte em tiras de 10 cm.
6. Na mesma panela, doure na manteiga de garrafa todas as carnes, incluindo a carne de porco. Adicione à panela o refogado de tomate e cozinhe por 2 minutos. Acrescente as favas cozidas e complete com o caldo previamente reservado à medida que for preciso.
7. Deixe cozinhar por cerca de meia hora no fogo baixo, verificando sempre se as favas não estão desmanchando. Acerte o sal.
8. Enquanto isso, faço o “torresmo” de pato: corte a pele da ave em tiras e frite na própria gordura em uma frigideira, até ficar bem sequinha.
9. Coloque a pele frita em um pilão e bata com a farinha de mandioca, até quase desmanchar.
10. Retire o cassoulet da panela (ele deve ficar com a consistência de uma feijoada e não de uma sopa) e coloque no prato em que vai servi-lo, cobrindo com o “torresmo” de pato.
11. Leve para gratinar no forno até dourar, em temperatura máxima. Na hora de servir, polvilhe casca de laranja ralada e pimenta-do-reino.

Dicas do chef Mercier
• Na falta da linguiça de foie gras, use linguiça defumada. Se não encontrar os cortes de pato confitados, use o pato normal, pedaços de lombo de porco e carne-seca desfiada.
• Quanto mais tempo o cassoulet cozinhar, em fogo mais baixo, melhor vai ficar.
• Para fazer o peito de pato servido com o cassoulet: sele-o colocando-o na frigideira ainda fria, depois coloque no fogo alto e doure bem. Coloque no forno a 120º C (baixo) e deixe cerca de 5 minutos (com o lado da pele para baixo) ou até que fique rosado por dentro. Para saber se está bom, aperte com o dedo ou corte um pedaço no meio. Desligue o fogo e deixe a carne descansar por alguns minutos com o forno aberto. É importante notar que a carne perde 15% de seu peso quando assada. Portanto, se deseja obter um assado de 5 quilos, por exemplo, precisa comprar 6,5 kg de carne.
Casa Cor - Boa Mesa
Quando:
 até 30 de novembro
Horário: segunda a sábado e feriado, 12h às 21h30; domingo, 12h às 20h
Onde: Jockey Club de São Paulo. Av. Lineu de Paula Machado, 1075, São Paulo
Ingresso: R$ 30,00 / Meia entrada: R$15,00. Passaporte para todos os dias de evento: R$ 50,00

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Como deixar a carne de peru tenra e saborosa

Noite feliz: como deixar a carne de peru tenra e saborosa

Sabia que papel alumínio é inimigo de assados? E que bronzear um pouco de cada lado ajuda a manter a umidade?

Roberta Malta, especial para o iG São Paulo | 15/12/2010 10:11
Compartilhar:
Foto: Getty Images
Veja as dicas para obter uma carne tenra, úmida e no ponto para todos os ânimos
Não é hora de panos quentes, mas pratos bem feitos e no ponto. A verdade é que as festas de Natal, em geral, reúnem pessoas que pouco se vêem ao longo do ano, porque moram longe, têm pouca afinidade ou muita pressa. Por isso, é comum quando, nesses encontros, os ânimos esquentam e as pequenas farpas, comuns às reuniões familiares, viram grandes discussões. Quase sempre é assim. Parece que a noite está perdida, mas o chamado avisa que a ceia está servida – tudo pode piorar. As carnes secas com arroz e farofa – potencializadas pela presença do cunhado (quem engole?); o cara a cara como o tio que pede dinheiro emprestado; a mágoa adiada... todas essas situações podem desencadear sérios problemas respiratórios, ou, na pior das hipóteses, coma por sufocamento. Para evitar probleminhas (!) desse tipo, o iG Comida se muniu do mais puro espírito natalino e reuniu dicas de chefs para o jantar de confraternização ser perfeito – pelo menos no que diz respeito ao cardápio...!

Fazer carnes gostosas, úmidas e crocantes não é difícil. O pulo do gato é levar a peça ao forno quando ele estiver bem quente (180 a 200 graus). “Assim, ela imediatamente forma uma crosta por fora. Além de ficar crocante, seus sucos serão preservados”, afirma Alain Poletto, chef do grupo Pão de Açúcar. “Com o forno muito baixo, ela perde muita água e resseca”, diz o chef. O contrário também não é aconselhável. “Alto demais, queima por fora sem que a cocção chegue ao interior da peça.”

Quem for fazer o clássico peru deve tomar outras precauções para ele ficar no ponto certo.Poletto ensina que, como o peito da ave cozinha mais depressa do que as partes mais duras e gordurosas, o melhor é levá-la ao forno de lado, com uma das coxas para cima, por cerca de 25 minutos. Depois, é a vez de o outro ficar exposto ao calor direto. Mais 25 minutos. O terceiro passo é trazer o peru de volta à posição tradicional para terminar o cozimento. “Assim, o peito fica protegido da alta temperatura durante parte da cocção”, diz o chef. E melhor: “Fica super bem cozido e mantém a umidade interna”.

E como acertar o momento de desligar o gás? Afinal, nem toda carne vem com aquele palitinho que avisa quando ela está pronta. Poletto dá a dica: “Basta fazer uma pequena incisão na parte mais dura do assado -- no caso do peru, a coxa. Se escorrer um líquido clarinho, sem resquício de sangue, é sinal de que o cozimento está concluído”. Nessa hora, é bom aumentar a temperatura do forno. Seu assado ganhará uma bonita cor dourada.

Papel alumínio deve ficar de fora da lista de compras. Nada de cobrir a carne com as folhas brilhantes preferidas das donas de casa. “O calor fica circulando ali e o assado acaba virando um cozido”, diz Poletto. A regra vale para toda cocção desse tipo.

Heloísa Bacellar, do paulistano Lá na Venda, também tem uma dica boa para o peru não ressecar“Antes de assar, levante com cuidado a pele do peito, espalhe um pouco de manteiga sobre a carne, algumas ervas e volte com a pele para o lugar.” A chef garante: “A carne ficará ainda mais saborosa”.
Outra peça-chave no sucesso do banquete é a antecedência. “Tanto o peru como o pernil ficam deliciosos, desde que bem temperados e, para tanto, a pressa é inimiga da perfeição”, afirma Heloísa. A sugestão é temperar as peças de véspera com vinho ou limão, ervas, sal e alho.
Na hora de escolher o que servir, vale privilegiar as características do grupo convidado. “Peru inteiro é sempre mais bonito, mas muita gente só gosta do peito”, diz Heloísa. Nesses casos, a melhor pedida é preparar só essa parte da ave e servi-la fatiada com um molho gostoso de frutas, por exemplo. “O peito do peru ainda tem a vantagem de agradar idosos e crianças, é ideal para famílias grandes.”
Coadjuvantes da ceia: os acompanhamentos ganham roupa nova 

Se a noite merece figurino especial, os acompanhamentos das aves também vão ficar bacanas de roupa nova. Em vez do arroz branco de todo dia, Heloísa gosta de acrescentar vinho branco seco, champagne ou cachaça aos grãos depois de refogados. No final do cozimento, ela salpica castanhas ou nozes douradas em um pouquinho de manteiga e está pronto o acompanhamento de festa. Ariani Malouf, do cuiabano Mahalo, sofistica sua receita misturando arroz branco e negro cozidos com cebola dourada, ervilha torta, amêndoas e abobrinha cortada em microcubos. Delícia!

A mesa está quase completa. Falta a farofa, tão importante no Natal quanto presentes e rabanadas. A dica, aqui, é usar o molhinho e a gordura da assadeira para deixá-la molhadinha e cheia de sabor. E o que já está bom ainda pode melhorar. “Como é fim de ano, junto também bacon douradinho, passas, ameixa, castanhas, azeitonas e ervas picadas”, diz Heloísa.

Os mais ousados podem substituir a farinha de mandioca por pão de forma batido grosseiramente e torrado no forno com manteiga e um toque de garam massala (mistura de especiarias indianas). “A farofa fica com textura crocante e delicada”, afirma Ariani. Depois, é só adicionar bacon sequinho, coco assado e correr para o abraço. Pães integrais também têm bons resultados no preparo.

Lista de compras

Natal é sinônimo de fartura, fato. Na ocasião, todo mundo comete os pecados reprimidos durante o ano todo. Calcula-se que cada convidado consuma, em média, 500 gramas de comida na ceia. Destes, 300 gramas, em geral, são de carnes (peru, pernil, presunto, bacalhau) e o restante de acompanhamentos. Na hora de fazer as compras, porém, é importante saber que arroz, por exemplo, dobra de volume depois de cozido. Dependendo dos ingredientes extras do preparo, o rendimento será ainda maior. A lógica serve para as farinhas, que ficarão mais pesadas se acrescidas de outras coisinhas. As carnes, ao contrário, perdem peso na cocção. Deve-se calcular, então, 100 gramas a mais para cada pessoa. Mas atenção: são 400 gramas de carnes cruas no total, não para cada item servido. E, nem por isso, vai faltar comida no enterro de ossos do dia seguinte.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Poema de Natal (Vinicius de Moraes)



POEMA DE NATAL

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.



terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Fim de ano: Férias


Curta um réveillon sem muvuca




Você está contando os minutos para o réveillon mas desanima só de pensar nas praias superlotadas? Reunimos dez sugestões de pacotes para começar 2011 com o pé direito e longe da muvuca
Mônica Cardoso, especial para o iG São Paulo
Nada de pular sete ondinhas ou ter que disputar um espacinho na areia dapraia. Sim, é possível ter um réveillon longe da muvuca. Pode ser na imensidão do deserto do Atacama ou no meio da selva amazônica. Agora, se a ideia for começar o ano com o pé – direito, por favor – na trilha, não faltam opções, no Brasil e lá fora.
Mas se apresse para escolher seu pacote. E conte os minutos para a chegada do Ano Novo de uma forma diferente e inesquecível.

Rio Negro - Amazonas 
Getty Images
De dia, o encontro dos Rios Negros e Solimões: à noite passeio para ver jacarés
Longe do burburinho, a virada de ano em um lodge encravado na selvaamazônica passa devagar, na medida certa da contemplação. Mas com muitos passeios para descobrir todos os encantos da maior floresta tropical do mundo.
O dia começa cedinho, a bordo dos barcos que descem o Rio Negro, na companhia de botos cinzas e cor de rosa. Pelo caminho, é possível avistar a cúpula do Teatro Amazonas, em Manaus, e dezenas de casas sobre palafitas. A maior atração é o encontro das águas dos Rios Solimões e Negro. As águas escuras e marrons correm juntas, lado a lado, sem se misturar, por mais de dez quilômetros, até formarem o Rio Amazonas.
Na escuridão da noite, as canoas saem para apreciar os sons da selva. Com uma lanterna, é possível focar jacarés, cujos olhos paralisados pela luz brilham como pequenas luzes vermelhas. 
Preço: R$ 2.546
O que inclui: quatro noites, pensão completa e passeios
Quem leva: Ambiental Expedições

Chapada dos Veadeiros – Goiás 
Divulgação
Cânions profundos e mergulhos em belas cachoeiras compensam a caminhada
Nada de corpo mole no feriadão. Para quem quer começar o ano com o pé direito na trilha, a Chapada dos Veadeiros é a opção ideal. A cada momento, uma paisagem de perder o fôlego no enorme parque nacional, localizado no ponto mais alto de Goiás.
São enormes paredões rochosos, cânions profundos, belas cachoeiras e piscinas naturais. Com um salto de 80 metros, o lago na base da Cachoeira do Rio Preto convida a um mergulho depois da caminhada. Animais em extinção como o veado-campeiro, o lobo-guará e a ema vivem vagam despreocupados pelo parque.
Vale da Lua merece uma visita mais demorada. A erosão causada pelo rio deixou o lugar com aspecto de paisagem lunar. Além disso, as rochas cintilam em noites de lua cheia. A Chapada também é considerada um centro demisticismo, com várias histórias fantásticas, já que é atravessada pelo Paralelo 14, o mesmo que corta Machu Picchu. 
Quanto: R$ 1.989
O que inclui: quatro noites, café da manhã, refeições, lanches na trilha e passeios
Quem leva: Terra Mundi
Quanto: R$ 1.989
O que inclui: quatro noites de hospedagem com café da manhã e passeios
Quem leva: Viajanet 
Quanto: R$ 3.420
O que inclui: sete noites de hospedagem com café da manhã, refeições, lanches na trilha e passeios
Quem leva: Pisa Trekking
Quanto: R$ 2.122
O que inclui: quatro noites de hospedagem com meia pensão e passeios
Quem leva: Ambiental Expedições


Ilha de Marajó – Pará 
Getty Images
O barco segue pelas águas calmas, com a companhia dos botos tucuxis
No extremo norte do Pará, o réveillon é tranquilo, mas recheado de passeios imperdíveis. A cada curva da canoa pelas águas calmas dos Rios Amazonas e Tocantins, as margens do mangue revelam uma surpresa da Ilha de Marajó.
Uma garça azul aqui, um macaco guariba ali ou ainda os simpáticos botos tucuxis, que acompanham a embarcação. Com um detalhe: é você quem está no comando dos remos. Em terra firme, parada nas lojinhas de cerâmica marajoara. Também dá para montar nos famosos búfalos, já que a ilha abriga o maior rebanho do Brasil.
A viagem parte de Belém, onde é possível bater perna pelo mosaico de cores e sabores do tradicional mercado Ver-o-Peso. Aqui, o açaí é degustado com arroz, feijão e peixe frito. Pausa para conhecer o Teatro da Paz fundado no finalzinho do século 19, durante a época áurea do Ciclo da Borracha. Logo no hall de entrada se percebe sua opulência: escadaria em mármore italiano, lustre francês e piso com pedras portuguesas. 
Preço: R$ 2.540
O que inclui: cinco noites, café da manhã e passeios com guia
Quem leva: Venturas e Aventuras 

Monte Roraima – Roraima

Getty Images
Salto Angel, a maior cachoeira do mundo, despenca dos maciços rochosos
Na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, a caminhada no Parque do Monte Roraima, na fronteira, é o roteiro ideal para quem gosta de longastravessias e acampamento, recompensado por belas paisagens. Encobertos por uma neblina persistente, os tepuis, imensos platôs rochosos com mais de três mil metros de altitude, são cercados por lendas indígenas.
O Monte Roraima, um dos pontos mais altos do Brasil, com 2.875m, é a morada do Deus Macunaíma para os índios macuxis. Para eles, a montanha só acolhe aqueles de bom espírito. O gigantesco monte inspirou o inglês Arthur Conan Doyle, criador do detetive Sherlock Holmes, a escrever O Mundo Perdido, em 1912.
Mas sem dúvida, o maior espetáculo são as cachoeiras que despencam dos temuis. Salto Angel, com seus quase mil metros, é a maior queda d’água do mundo. 
Preço: R$ 3.640
O que inclui: 9 noites hospedagem em apartamento e barracas, pensão completa, carregadores de equipamentos coletivos e guia de trilha
Quem leva: Pisa Trekking

Deserto do Atacama – Chile 
Getty Images
Paisagem lunar e gêiseres que brotam da terra no deserto mais árido do mundo
Você já pensou em contar os minutos para o Ano Novo na imensidão do deserto? Pois a beleza singular do Atacama, o deserto mais árido do mundo, é hipnotizante.
O Vale da Lua, a mais de dois mil quilômetros de altura na Cordilheira do Sal, não tem esse nome à toa. As esculturas de pedras, areia e sal, moldadas pacientemente pelo vento durante milhares de anos, lembram a paisagem lunar. As escarpas verdes, azuis, vermelhas e amarelas ficam ainda mais belas à noite, com o céu sem nuvens salpicado de estrelas.
Será preciso levantar bem cedinho para conhecer os gêiseres do Tatio, a 4.320 metros de altitude. Centenas de jatos de água fervente brotam da terra, ultrapassando os 30 metros de altura. O fenômeno dura poucas horas pela manhã, quando as águas frias de rios subterrâneos encontram as lavas vulcânicas.
Já as lagoas de cor azul turquesa do deserto refletem os cumes cheios deneve das montanhas. Elas são tão salgadas que não se consegue afundar em suas águas. E pelo caminho não é difícil encontrar vicunhas e alpacas. 

Preço: US$ 2.599
O que inclui: cinco noites, com café da manhã e passeios
Quem leva: Terra Mundi
Preço: US$ 2.599
O que inclui: sete noites, café da manhã e passeios
Quem leva: Viajanet
Preço: US$ 2.746
O que inclui: seis noites, com café da manhã em Santiago, pensão completa e open bar em San Pedro de Atacama, passeios
Quem leva: TGK

 
Índia
Getty Images
Todo em mármore branco,o  Taj Mahal é incrustado de pedras semi-preciosas
Aproveite o feriado prolongado para fazer aquela viagem sempre adiada até a Índia. Lá, o Ano Novo é comemorado em meados de março, com algumas variações quanto à data exata. O esplendoroso Taj Mahal, em Agra, é de encher os olhos. O mausoléu construído pelo imperador Shah Jahan em memória da amada Muntaz é conhecido como a maior prova de amor do mundo. Todo em mármore branco, incrustado de pedras semi-preciosas, sua cúpula é decorada com fios de ouro.
Já o Forte Amber, em Jaipur, mistura a arquitetura hindu e muçulmana. Localizado no alto de uma colina, é preciso pegar carona em um elefante para chegar até lá, como um verdadeiro marajá. A cidade que já foi a capital da realeza até o século 18, guarda ainda o Palácio do Vento, com centenas de janelinhas na sua fachada cor de rosa, onde viviam as mulheres do harém.
Na virada do Ano Novo, um jantar ao ar livre em volta da fogueira em plenodeserto de Thar, com apresentação de danças típicas, onde você pode arriscar alguns passinhos.

Preço:
 US$ 3.770
O que inclui: 14 noites de hospedagem com café da manhã, passeios e guia falando português
Quem leva: Latitudes 



Aconcágua – Argentina 
Getty Images
Montanha mais alta das Américas, o Aconcágua domina a paisagem andina
É possível combinar passeio radical com um toque de gastronomia. A viagem começa na charmosa Mendoza, com seus parreirais emoldurados pelos Andes. Na principal região produtora de vinho na Argentina, as bodegas são visitas obrigatórias. Aproveite para visitar as plantações e os barris de carvalho e, é claro, provar os rótulos.
De lá, o roteiro segue para o Aconcágua, a montanha mais alta das Américas. Imponente, ele domina toda a paisagem andina com seus 6.962 metros. A caminhada margeia as geleiras, atravessa os vales profundos e sobe até o acampamento Plaza de Mulas, repleta de centenas de barracas de montanhistas do mundo inteiro.

Preço:
 US$ 2.868
O que inclui: 8 noites, hospedagem com meia pensão em hotel em Mendoza e barracas com pensão completa no acampamento Plaza de Mulas
Quem leva: Pisa Trekking 


Peru – Machu Picchu 
Getty Images
Cidadela perdida dos incas, Machu Picchu foi descoberto há menos de um século
Coloque um pouquinho do tempero e da história peruana no seu Ano Novo. Encravado nos Andes, Machu Picchu é o cartão postal do país. A vista da cidadela perdida dos incas, com grandes pedras encaixadas, impressiona. A enorme praça central divide casas e templos de um lado, e construções de uso coletivo do outro. Construído no século 15, o lugar só foi descoberto – e de forma casual – há menos de um século.
Mas o país guarda outros tesouros. Cusco, antiga capital sagrada do império inca, é parada obrigatória. Visite o Templo Coricancha, dedicado ao Sol, que era coberto de ouro até a chegada dos espanhóis. Os colonizadores também deixaram suas marcas, como na bela catedral barroca.
Em Lima, visite os imponentes monumentos arqueológicos de Huaca Pullana , dos povos limas, que viveram ali por volta de 200 d.C. Uma pirâmide de 25 metros de altura construída com tijolos verticais, como se fossem livros em uma estante. Essa técnica tornava os edifícios mais resistentes aos terremotos.

Preço:
 US$ 1.820
O que inclui: sete noites de hospedagem com café da manhã e passeios 
Quem leva: Giampá Turismo


Torres del Paine - Chile
Getty Images
Depois de muito vinho chileno, a viagem segue o parque Torres del Paine
Na hora da virada, que tal trocar a tradicional champanhe por um bom vinho tinto chileno? No hotel La Casona, os hóspedes podem se deliciar à vontade com as bebidas produzidas ali mesmo, na vinícola Matetic, a cerca de 100 quilômetros de Santiago.
Das janelas do centenário casarão em estilo colonial é possível avistar as centenas de vinhedos, dispostos em fileiras com precisão geométrica. Você pode fazer um tour pela propriedade de bicicleta ou cavalo. E também conhecer a adega que produz vinhos orgânicos na companhia de sommeliers.
De lá, a viagem segue para o Parque Torres del Paine, na Patagônia, a região mais fria da América do Sul. O cenário muda de acordo com a altitude. Dos bosques e estepes às montanhas de picos nevados. Os yurts do Patagonia Camp, luxuosas tendas cobertas por lona resistente ao frio, são perfeitas para a hospedagem. Pela claraboia do teto, dá para observar o céu estrelado.
Preço: US$ 2.750
O que inclui: cinco noites. No La Casona, meia pensão e passeios. No Patagonia Camp, pensão completa, excursões e open bar
Quem leva: Interpoint


Turquia

Getty Images
A paisagem lunar de Üçhisa foi cenário da trilogia Guerra nas Estrelas
Deixe-se envolver pelas paisagens únicas da Turquia, que seduzem os viajantes há milênios. Como o país segue o calendário muçulmano, o réveillon não é comemorado em 31 de dezembro.
A fascinante paisagem lunar de Üçhisa, na Capadócia, foi esculpida preguiçosamente pelas lavas dos vulcões. A região, declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, foi cenário das filmagens de Guerra das Estrelas, de George Lucas. Pausa para ver de pertinho as pontudas moradias dos antigos povoados trogloditas e as igrejas escavadas nas rochas no Vale de Goreme.
Em Istambul, a Igreja de Santa Sofia, joia do período bizantino com seus delicados mosaicos, é parada obrigatória. Assim como a Mesquita Azul, localizada em frente, com seus minaretes e uma grande abóboda no centro. Deixe-se levar pelos aromas das especiarias do Bazar Egípcio ou pela contemplação dos prédios e palácios durante o passeio de barco pelo Estreito de Bósforo, que separa a Europa da Ásia.

Preço:
 US$ 2.582
O que inclui: seis noites de hospedagem com café da manhã, quatro refeições e passeios acompanhados por guia local falando espanhol
Quem leva: Friends in the World

* Os preços do pacotes são válidos por pessoa, em apartamento duplo, incluindo passagem aérea.
**Preços pesquisados em dezembro, podendo sofrer modificações
Quer saber mais sobre viagem? Siga a gente no @igturismo